Otosclerose Dr. Luciano Moreira · Equipe SONORA

1 — Descoberta

Sintomas da otosclerose, como identificar os sinais

Resposta rápida

O principal sintoma da otosclerose é a perda de audição lenta e progressiva num adulto jovem, em geral começando entre os 20 e os 40 anos. É uma perda mecânica (condutiva), que costuma vir acompanhada de zumbido e atinge os dois ouvidos na maioria dos casos, começando por um e progredindo para o outro [1]. A tontura é menos comum e em geral leve. Nenhum sintoma fecha o diagnóstico sozinho, mas o conjunto indica investigar com exames.

A perda auditiva é o sintoma central

O sintoma que define a otosclerose é a perda de audição, que começa devagar e piora ao longo de muitos anos [1]. O que chama atenção não é um sinal isolado, e sim o padrão, uma audição que cai sem dor, sem infecção, num adulto ainda jovem, muitas vezes com casos parecidos na família.

No começo os sinais são sutis. Costumam aparecer como uma leve dificuldade para ouvir que vai se acentuando com o tempo, em geral percebida primeiro num único ouvido [1]. Como a perda é mecânica e progressiva, ela passa facilmente por cansaço, falta de atenção ou cera, e a pessoa quase sempre demora a perceber, justamente porque a queda é gradual e silenciosa [1]. Muita gente relata que começou a pedir para repetir, a aumentar o volume da televisão ou a ter dificuldade ao telefone antes de notar que ouvia mal. Um zumbido discreto pode surgir já nessa mesma fase inicial.

Que tipo de perda a otosclerose causa

De forma típica, a otosclerose causa uma perda auditiva condutiva, ou seja, mecânica [1]. O som chega abafado porque o estribo, o menor osso do corpo, fica travado e não consegue transmitir bem a vibração para o ouvido interno. Com menor frequência, ela pode também causar a perda do tipo neurossensorial, em que a falha está na cóclea. Essa distinção é importante porque o componente condutivo com frequência pode ser corrigido com a cirurgia do estribo, e o componente neurossensorial, quando existe, também tem acompanhamento e reabilitação auditiva. Quem quiser entender o mecanismo por dentro pode ver o que é a otosclerose, e a forma de confirmar o tipo de perda está em como se diagnostica a otosclerose.

Zumbido e tontura, os sintomas que acompanham

Junto da perda auditiva costumam aparecer dois outros sintomas, o zumbido e, numa parte menor dos casos, a tontura. O zumbido é comum na otosclerose e tende a piorar conforme a doença avança [1]. O zumbido é um sintoma, não uma doença isolada, então ele não deve ser tratado sozinho como se fosse o problema. Na otosclerose ele acompanha a perda auditiva, e investigar a causa da perda é o caminho que costuma fazer diferença. Se o seu zumbido é a queixa que mais incomoda, entenda melhor na página sobre zumbido na otosclerose.

A tontura na otosclerose

A tontura também pode ocorrer, mas é menos comum do que a perda e o zumbido, e em geral é leve [1]. Na maioria das pessoas o equilíbrio se mantém. Em alguns casos, à medida que a doença evolui, a tontura pode se acentuar e o quadro pode lembrar a doença de Ménière, mas isso não é a regra [1]. Por isso uma tontura leve não deve assustar, e sim entrar na conta junto com os outros sintomas quando você procura uma avaliação.

Por que os dois ouvidos costumam ser afetados

Na maioria dos casos, a otosclerose atinge os dois ouvidos, em cerca de 70% das pessoas [1]. O mais comum é que a perda comece num ouvido e, com o tempo, progrida para o outro [1]. Por isso uma queixa que começou de um lado só não afasta a doença, e sim faz parte do curso esperado.

Sintoma Frequência Como costuma se apresentar
Perda auditiva Sintoma principal Lenta, progressiva, condutiva, bilateral na maioria dos casos
Zumbido Comum Acompanha a perda e tende a piorar com a evolução
Tontura Menos comum Em geral leve; raramente domina o quadro

Como distinguir a otosclerose de cera ou da audição da idade

A diferença está no padrão. A otosclerose surge num adulto ainda jovem, costuma ser dos dois lados, piora de forma lenta e progressiva, com frequência tem histórico de perda auditiva na família e produz uma perda mecânica (condutiva) [1]. A cera, ao contrário, costuma melhorar quando é removida e não segue piorando sozinha. A perda da idade (presbiacusia) aparece mais tarde e é uma perda neurossensorial, originada na cóclea (no ouvido interno), e não no mecanismo que transmite o som. O ponto é que nenhum desses sinais fecha o diagnóstico sozinho. Quem confirma é o exame. O peso da história familiar é um indício forte, e o que está por trás dele você vê em as causas da otosclerose. Para entender o que a audiometria e os demais exames mostram, veja como se diagnostica a otosclerose.

Chamada

Se você se reconheceu nesses sintomas, o passo seguinte é entender o que é a doença em o que é a otosclerose e como ela é confirmada em como se diagnostica a otosclerose. Para saber se há tratamento e se a perda pode evoluir, veja tratamento da otosclerose e a otosclerose é perigosa. Se preferir começar revisando os seus exames sem precisar viajar, saiba como funciona a avaliação à distância ou agende a sua consulta.


Referências (verificadas na fonte primária — 2026-06-25)

  1. Hohman MH, Khan MAB. Otosclerosis. StatPearls, 2024. NBK560671
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